Lembrei-me das compilações do erotic lounge.
E dançamos. E como na dança ele transmitia o seu calor, o seu apetite sexual...
E de uma forma tão abstracta ao dançar com ele, senti-me num qualquer ambiente fora desse mundo, onde a dança estava mais sincronizada, entre brancos lençois.
A sua respiração trouxe-me de volta ao mundo, mas não larguei a oportunidade de sentir a textura do seu corpo com leves toques nas costas, os nossos rostos cuidadosamente colados, e as mãos dadas com a certa 'conveniência' que nos é pedida durante a dança. Sei que a música não era o : ah! desolée, me aimez. Era uma qualquer não do erotic lounge, mas na minha cabeça ecoava aquela música.
O cheiro do seu cabelo, o seu perfume levemente distribuído, enchendo-me de pensamentos, até que... cai no mundo: e dei-me conta que amei... amei o marido da minha melhor amiga no dia do seu casamento.
