quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Corponauta

Quando pousas tuas fortes mãos na minha cintura, sinto-me Tua.
Nua, rodopiando sobre ti, meu desejo alcança a lua.
E nos teus olhos flutuam outros cometas, e sorrio!
Navegar nos espaços livres do meu corpo é a tua vocação, e preenchê-los de prazer, é a tua sina.
Amo-te tanto, quanto te deitas sobre  meu corpo para explora-lo, quanto penetras minha mente.
Minha bouca, é pouca... pro desejo que anda à solta!
Viaja em mim... e perde-te nos cometas do meu prazer, ao universo do nosso amor... E o teu cheiro envolver-me, como pedaços de meteoritos atravessando a velocidade luz.


                                                                | Julga-me, que sou a ré. |

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fobias e manias

Rendi-me aos amores abstractos. Talvez porque magoam menos que os concretos.

Sempre tive a mania de amar, e fobia do amor.  Porque vi o amor obscurecendo a luz do luar e trazia a memória da mágoa que me afligia, quando deixavas de me amar.
Tenho medo do amor e a mania de amar...
O amor é cego, o amor transforma, o amor vicia, o amor muda, o amor é louco! Mas o amar é doce, é benevolência, é reciprocidade, verdade e confiança.
E entre o amor e o amar há o desejo. 
Criei-te de forma rápida, e meu pensamento jamais esqueceu.
E fazer amor contigo era amar-te, mas não tinha medo, pois apenas no meu pensamento vivias, e entre o concreto e o abstracto, ser desejo transformava.
Molhar-me em rios a espera do teu nado
Com furor, meu sono projectado.
 

À antiga R...H:.

Pensei nas noites quentes que passei acordada a falar contigo... Nas que pensei em ti, nas que respirava por querer sentir o teu respirar ...

Dói... que dor! Não poder dizer o que sinto quando quero, nem te tocar quando te desejo e submeter-me a uma série de palavras bem trabalhadas, de modo a codificar toda e qualquer mensagem.
Decidi procurar saber mais sobre ti... sobre  a tua relação. Da minha apenas sabes que tenho uma.
Dói... que dor!
Tempos e tempos a olhar para ti de esguelha, nunca poder olhar-te olho nos olhos, e deslumbar-me com a tua tez clara e o teu penteado...oh  o teu penteado!
E foste-te... Nem sequer disseste se ias ou não ao algarve, se voltavas para a tua terra, fiquei sem nada saber. Apenas que o toque da tua mão na minha levantou um turbilhão de desejos de te poder tocar.

A nota do monopoly que deixaste com o teu numero de telefone desapareceu. Pelo que infelizmente contactos será impossível.
Em algum momento, espero que vejas isto. 

domingo, 31 de agosto de 2008

Virgem

Pensei que a poesia recitada pelos teus lábios fossem mais puras...
E que o teu toque me tornasse a pior das ímpias!
Então decidi escrever claramente os meus pensamentos numa folha, e enviar-tos.
Inútil. Pois nem com tamanha sinceridade, as minhas palavras transmitissem veracidade.
Amo-te!
Então, pensei que os poemas dos livrinhos em gifts talvez fossem os mais indicados...
E que no teu entoar encontrasses a verdade dos sentimentos nulos!
Não! Pois os poemas abstractos tanto dizem como desdizem.
Seria a maior crueldade escreve-los para ti dizendo que amo-te, e que não te amo.
Amo-te!
E tal como as estrelas indicam o brilho dos meus olhos quando te vejo, a escuridão da noite indicará que existe escuridão na vida.
Será assim tão escuro veres que te amo, e que é difícil esquecer-te em tempos árduos como este?
Será assim tão escura a tua vida que não consegues enxergar o amor que se põe a tua frente?
Ou clara demais que te cega de uma vez, para que nunca mais vejas o meu corpo, apenas sintas o perfume de Cleópatra em mim?
Poligamia? Não!
Hoje só me entrego a um amor. E pela maior das crueldades, se não possuíres meu corpo agora, tornar-me-hei virgem para todo o sempre!